10 de junho de 2010

Uma abertura política e bem chata.

Bom, todo mundo já foi infectado pela mídia e já domina a questão do Mandela ter sido solto, o Apartheid ter "acabado" e a segregação racial ter diminuído na África do Sul (é logo ali, epíteto).

Dessa abertura, política, pra de hoje, esportiva, há um grande abismo. A abertura de hoje é com a maiúsculo e foi uma das coisas mais chatas que já vi. Não, beleza, teve Black Eyed Peas (no modo fast) e Shakira (playback), mas foi entediante. Eu dormi durante alguma apresentação de algum artista do Mali, sim, porque o Mali não foi pra Copa, mas 3 artistas de lá tocaram, um mais bizarro que o outro. Pra mim a única coisa boa foi o Desmond Tutu, que é um Padre Marcelo Rossi de lá, ter feito umas palhaçadas, o Juanes no melhor estilo Armandinho de ser e uma banda emo sul-africana. O resto foi simplório demais pra uma Abertura de Copa do Mundo.

Já começo a ter medo de 2014, afinal teremos o que? Alexandre Pires? Capital Inicial? Calypso? Por favor, poupem os gringos.

9 de junho de 2010

África do Sul, é logo ali...

Quando Fernando Vanucci, visivelmente alterado, profetizou um dos webhits mais famosos da década em 2006, tudo parecia tão longe. Fato é que 4 anos depois chega uma nova Copa do Mundo e nós não viramos comida de leões.

Amanhã acontece a festa de abertura do maior evento futebolístico, um dos maiores eventos esportivos do planeta. Não é dessa vez que o Blog do Élvio estará de perto cobrindo uma Copa (quiçá 2014), mas mesmo de longe creio que será possível falar algo que interesse seja lá a quem interessar. Não vamos ficar naquele blábláblá de envolver culturas, povos, África livre e com esperança, se desenvolvendo, não, definitivamente não é o foco desse Blog. Vamos tentar abranger as tangências da Copa, o limite do limite, o risco que traça um mapa, até onde o nosso olho percebe o horizonte.

Tentarei assistir a todos os jogos, mas já percebi que perderei cerca de 10 a 15 deles. Mesmo os que não assistir postarei algo sobre, seja o futebol ou os países em si.

Fato é que os milhões de leitores poderão se deliciar novamente com o humor peculiar e, na verdade, inexistente deste que vos fala.

Quando a Copa de 90 terminou, eu tinha cerca de 1 ano de idade e portanto não me lembro de muitas coisas, de 94 lembro de alguns flashes de Brasil X Colômbia e da comemoração no prédio quando fomos campeões. Já em 98 a coisa muda, vi muitos jogos, os do Brasil no colégio inclusive e lembro de coisas muito engraçadas. Em 2002 tenho mais memória, embora fossem de madrugada ou de manhã os jogos, vi pelo menos metade deles e os que não vi, ouvia no rádio durante as aulas (como comemorei a Coréia vencendo a Itália). Em 2006 mesmo sendo meu ano de vestibular olhei quase todos os jogos e tenho alguma coisa a falar sobre muitos deles (quem não lembra o choro do Boruc ao ver sua Polônia eliminada). Nessa Copa tenho plena convicção de que o mais interessante vai ser a torcida e não os jogos propriamente ditos e isso é muito legal.

Ao longo da semana, quando possível e inspirado fortemente num documentário que comprei um tempo atrás (Fifa Fever) postarei meus Top 5 de jogos, lances, momentos.

Enfim, há muita coisa a ser dita e lida. Nos vemos amanhã com Shakira e seu Waka Waka. Por enquanto relembrem o castelo de areia abäixo, abäixo.

24 de março de 2010

O link entre Weronika e Véronique


Ziguezagueando entre colunas de uma construção em Varsóvia, Weronika vai caminhando rapidamente em direção a seu hipertexto, embora ainda não saiba.

Todas as demais pessoas caminham na direção oposta, um homem esbarra em Weronika que tem sua maleta com diversos papéis derrubados. Ao chegar no centro da praça, ela enfim percebe que era alguma manifestação controlada pela policia, por isso as pessoas fugiam. Em contrapartida há um ônibus de turistas que, assustada, observa.

Os turistas entram rapidamente no ônibus e então vemos Véronique, idêntica a Weronika, batendo fotos da confusão. A partir desse momento da narrativa a personagem percebe e entende tudo o que sentia até então.

Véronique só vai tomar conhecimento da existência da outra próximo ao final do filme, quando observar os negativos das fotografias dessa viagem.

A estranha conexão entre essas duas mulheres só é entendida por elas mesmas a partir desse momento, vivenciado por uma e fotografado por outra.

Mais que um link entre cenas esse é o ponto de partida para uma das muitas possibilidades de interpretação do filme “A Dupla Vida de Véronique”.


Enfim, foi um texto feito pra cadeira de Webart na minha Especialização em Cinema Expandido e foi feito em 15 minutos e é óbvio que está muito mal escrito.

O que sucede a partir daí é um dos melhores filmes da história.

21 de março de 2010

Cinemática.


Enfim caros leitores, sei que vocês não passam mais por aqui e, na verdade, fico agradecido por isso, afinal esse Blog não foi feito para ser lido. Em todo caso, como alguns de vocês insistem nessa tarefa repugnante de acessar pelo menos durante 20 vezes ao dia esse site, eu continuo postando eventualmente algo. Certas épocas as postagens ocorrem com mais freqüência, outras nem tanto. Sinto que infelizmente a primeira fase está voltando.

O texto a seguir é uma atividade para a cadeira de Linguagem II que consistia em parodiar a famosa (not) poesia entitulada "Poética", de Manuel Bandeira. Criei então uma paródia de viés crítico ao Cinema Novo brasileiro e a todos que acham que esse movimento (ou escola, já nem me lembro as regras de nomenclatura) cinematográfico é mais importante do que Zé do Caixão ou mesmo do que Mário Peixoto e seu "Limite".

CINEMÁTICA, por Élvio Philippe

Estou farto dos filmes brasileiros
Da cinematografia empobrecida
Da temática nordestina oh xente mãinha baião de dois vatapá acarajé e o boi-bumbá com tapioca.

Estou farto da pobreza que busca em si mesma a riqueza visual.

Abaixo os cinemanovistas.
Todas as câmeras-na-mão tremidas sobretudo as do Gláuber.
Todas as construções narrativas sobretudo as não-lineares.
Todos os pontos de vista sobretudo os contrários ao governo.

Estou farto do cinema engajado.
Político
Entediante
Intelectual
De todo o cinema que busca um referencial que seja fora de si mesmo.

De resto não é filme
Será luz câmera ação película do diretor de fotografia e os cortes do montador a 24 quadros por segundo, etc

Quero antes o cinema comercial
O cinema de entretenimento
O cinema fácil que visa apenas o lucro
O cinema do Avatar de James Cameron

- Não quero saber de cinema sem dinheiro.

7 de janeiro de 2010

Após férias, férias.

Após merecidas férias de um mês (dezembro) e cinco dias nesse ano, o Blog do Élvio e toda nossa equipe entrará em férias por tempo indeterminado, o que fará com que as postagens diminuam em um número bem próximo de zero.

Isso se deve a desilusão do dono do Blog em relação a questões humanas ou não e de modo geral a um maior uso do Twitter pelo mesmo. Não, não é o mesmo do elevador, esse mesmo é outro mesmo, mesmo.

Para quem gosta ou não gosta das resenhas de filme, fodam-se, há no Twitter uma nova proposta de resenhas, resumindo-as a 280 caracteres no máximo.

Portanto, como eu sempre disse e sempre direi, esqueçam esse Blog, é muito provável que não hajam mais postagens nele. Não comentem, não façam alarde, não saiam correndo nus pela cidade.

E como vocês todos sabem, se é que são leitores freqüentes do Blog, tudo isso não passa de uma grande inverdade. Boas férias.